Flickr Bisgovuk sob licença CC BY-ND 2.0

crédito: Flickr Bisgovuk sob licença CC BY-ND 2.0

Primeiro estudo a examinar diferenças de gênero nas promoções com base em micro dados de um país emergente, este artigo busca averiguar se o gênero, de fato, importa no momento da ascensão a um cargo gerencial. O trabalho, de autoria de Danilo Coelho (Ipea), Marcelo Fernandes (Queen Mary University of London) e Miguel Foguel (Ipea), constata que há maior diferenciação em firmas brasileiras do que estrangeiras, comparando o tempo que a promoção leva para acontecer entre os dois grupos.

Embora a hipótese de ‘teto de vidro’ tenha sido confirmada nas companhias internacionais, a barreira é significativamente maior nas companhias domésticas. No período analisado (1996-2005), 29% dos homens e 18% das mulheres da amostragem ocupavam postos gerenciais no Brasil.

O estudo baseou-se em informações relativas a 1.422 indústrias de transformação e de empregados com nível superior. Usando bases de dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/MDCI) e Censo de Capital Estrangeiro (CEB), o artigo detectou, ainda, que o mesmo achado se confirma em situações de aumento salarial.  Para ambos os gêneros, no entanto, os pesquisadores confirmam que é mais fácil ser promovido em firmas multinacionais. Além disto, neste tipo de corporação, ganhos salariais mais altos em decorrência da promoção não contribuem para elevar o fosso entre os gêneros.

Por Equipe REAP

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