crédito: Bisgovuk sob licença CC BY-ND 2.0

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Nesta pesquisa, os autores Naercio Menezes Filho (Insper e Universidade de São Paulo) e Marc-Andreas Muendler (University of California, San Diego) dedicam-se a examinar os efeitos da ampla  abertura comercial iniciada em 1990 sobre o emprego e o mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa seguiu históricos individuais de empregabilidade durante 16 anos a partir de dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), das pesquisas PIA (Pesquisa Industrial Anual) e PME (Pesquisa Mensal do Emprego), ambas realizadas pelo IBGE, e da SECEX (Secretaria de Comércio Exterior).

O trabalho revela que a redução tarifária induziu demissões, especialmente entre as firmas exportadoras, e entre aquelas atuantes em setores detentores de vantagens competitivas, além de deprimir as taxas de contratação. Na indústria da transformação, o trabalho informal aumentou de 6% para 12% no período estudado e, fora deste ramo, cerca de 50%.  A pesquisa inédita indicou também que, embora os ganhos comerciais tenham ocorrido por conta do acesso a preços globais mais baixos (tanto para o consumidor como para as firmas que importam insumos), alguns desses benefícios dissiparam-se entre os custos gerados pelos recursos ociosos (demora na reinserção do trabalhador ao mercado e desemprego).

Por Equipe REAP

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Ano: 2011

Working-paper: 016

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