crédito: Midorisyu sob licença CC BY 2.0

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O objetivo desta pesquisa é testar a influência da difusão da  tecnologia veicular  bicombustível, conhecida como “flex”, sobre a  competição entre os preços da gasolina e  do álcool no varejo.  Comparando, em um único painel, informações de pesquisas  conduzidas sistematicamente pela ANP (Agência Nacional do  Petróleo) e dados sobre  penetração formal desse tipo de carro em 38  municípios do Rio de Janeiro fornecidos pelo  DETRAN-RJ  (Departamento Estadual de Trânsito), os autores João Paulo Pessoa  (London  School of Economics), Leonardo Rezende (PUC-Rio) e Juliano Assunção (PUC-Rio)  confirmaram o prognóstico de que o aumento de 10% na frota flex reduz os preços do álcool e gasolina, respectivamente, em 8 a 2 centavos de dólar por litro.

A hipótese defendida pelo estudo é de que a redução sincronizada dos valores pode ser uma reação das empresas distribuidoras ao choque causado pela propagação do carro flex registrada a partir de 2003. A pesquisa também propõe um método para identificar, estruturalmente, parâmetros de demanda por combustível a partir da estimativa das melhores respostas ao preço e aponta que o coeficiente de repasse do custo ao preço, nesse tipo de mercado, gira em torno de 0.5, conforme previsto pela teoria do oligopólio.

Por Equipe REAP

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