Este trabalho de Carlos Carvalho  (PUC-Rio) e Fernanda Nechio (Fed-  San Francisco) investiga se famílias  e indivíduos estão  entendendo  como a politica monetária é  conduzida nos Estados Unidos. Seu  objetivo central foi verificar se as  famílias estão cientes do que  economistas estabelecem como  ‘princípios de estabilidade’  subjacentes à regra de Taylor – isto é, o governo tenderia a elevar a taxa de juros em situação de inflação e a diminuí-la em caso de desaquecimento da atividade econômica. A partir de uma associação entre a Pesquisa Michigan, realizada pela Universidade de Michigan, e a Pesquisa Profissional de Prognosticadores, conduzida pelo Fed (Federal Reserve Bank) de Filadélfia, o artigo verifica que o grau de ciência sobre a questão varia conforme a faixa de renda, faixa etária e nível educacional – algo que também não é simétrico a respeito da percepção sobre oscilações previstas para a taxa de juros.  Famílias no quartil superior da renda ou com nível superior de ensino, por exemplo, entendem que há relação entre aumentos no desemprego e reduções na taxa de juros. Em geral, indivíduos com rendas maiores, altos graus de escolaridade e mais velhos demonstram maior ciência da regra de Taylor do que os mais jovens, menos escolarizados e mais pobres. Dado a importância que governantes creditam a boa comunicação com público como forma de garantir a efetividade das suas políticas, o engendramento de esforços para ampliar a compreensão do funcionamento da política monetária entre os norte-americanos, mesmo em seus pontos mais básicos, seria recomendável na opinião dos autores.

Por Equipe REAP

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Ano: 2012

Working-paper: 041

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