Conduzida por Ana Carolina Maia (UNIFAL), Monica Viegas Andrade (UFMG) e Flavia Lucia Chein Feres (UFJF), esse artigo analisa os determinantes dos gastos individuais com saúde por beneficiários a partir de 40 anos. As pesquisadoras pontuam que admitir o tempo até a morte como preditor de despesas é fundamental tendo em vista mudanças demográficas já em curso no país oriundas do envelhecimento populacional, além das alterações no perfil epidemiológico da população mundial. Seus achados verificam que o aumento das despesas atinge um efeito marginal de até 430% no ano da morte do beneficiário, além de elevação nos 3 anos anteriores ao óbito. O paper baseia-se em dados de usuários cobertos pela operadora Sabesprev durante seis anos – 2004 a 2009. Neste período, foram registradas 1209 saídas do plano devido a óbito.  Ao incorporar variáveis associadas à morte como diferentes tempos até o óbito propriamente, uma expressiva diferença de gasto entre homens e mulheres chamou a atenção das pesquisadores: mulheres sobreviventes apresentaram um gasto médio maior do que homens na mesma situação, relação que se inverte entre homens não-sobreviventes. Já o efeito idade apresenta gradiente significativo sobre os gastos, embora pouco menos importante entre aqueles que não sobrevivem. O trabalho mostra, então, a necessidade das projeções de gastos distinguirem entre grupos sobreviventes e não-sobreviventes.

Por Equipe REAP

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