A partir de testes econométricos, essa pesquisa busca demonstrar que o tamanho da relação entre    dívida pública e PIB também pode potencializar, negativamente, os efeitos da política fiscal sobre o   crescimento econômico – e não apenas a carga tributária ou taxa de endividamento. O artigo, de    autoria de Vladimir Kühl Teles (EESP/FGV) e Caio Cesar Mussolini (EESP/FGV e Insper), mostra que o aumento na extensão dos gastos produtivos leva a um aumento na produtividade da    economia, e por consequência, a uma elevação no equilíbrio das taxas de juros.

Esse aumento,  porém, impacta os gastos do governo com a rolagem da dívida de tal modo que, conforme o tamanho da dívida vai aumentando com as despesas por produtividade, o reflexo desse aumento nas taxas de juros também tende a se elevar. Esta seria a razão pela qual o tamanho da proporção dívida x PIB pode afetar o crescimento de um país de forma direta.A pesquisa aponta, ainda, que tal efeito ocorre porque governos endividados extraem parte da poupança da geração jovem para pagar juros das dívidas das populações mais velhas, que não poupam, aproximando-se do sistema de pensões pay-as-you-go, e diminuindo o acúmulo de capital.

 


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Ano: 2011

Working-paper: 017

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